Vírus sincicial respiratório

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaVírus sincicial respiratório
Respiratory syncytial virus 01.jpg
Classificação científica
Ordem: Mononegavirales
Família: Paramyxoviridae
Género: Pneumovirus
Espécie: Human respiratory syncytial virus

Vírus sincicial respiratório (VSR) é um vírus responsável pela maioria dos casos de infecções do trato respiratório inferior (como pneumonia e bronquiolite) em bebês. Em climas temperados é mais comum nos meses de inverno e em climas tropicais é mais comum nos meses chuvosos. Quase 60% dos bebês são infectados no primeiro ano de vida e quase todas as crianças são infectadas nos primeiros três anos de vida. Geralmente causa apenas um resfriado, indistinguível de uma gripe, especialmente em adultos.[1][2]

Patologia

O período de incubação é de 2 a 8 dias, em média 5 dias, e a maioria dos casos é subclínico ou causa apenas um resfriado ou sinusite, mas em 2 a 3% dos casos causa bronquiolite e pode requerer hospitalização. É especialmente problemático, e muito comum, em recém-nascidos. A imunidade diminui com o tempo e re-infecções com um mesmo serotipo podem ocorrer a cada 5-7 anos.[3]

Complicações

Além da bronquiolite também pode causar:

Transmissão

Pode permanecer viável várias horas (de uma a seis horas) fora do corpo e é altamente virulento mesmo em ambientes secos. Pode ser transmitido por contato direto ou por objetos (fômites) como roupas, copo, talheres, brinquedos, etc.[4]

Prevenção

Palivizumab (nome comercial Synagis), é um anticorpo monoclonal que pode ser usado para prevenir bronquiolite em recém-nascidos de alto risco, como bebês prematuros (menos de 35 semanas de gestação) ou com problemas cardíacos ou respiratorios congênitos. A profilaxis geralmente dura por 5 meses. Diversos laboratórios estão tentando fazer vacinas para esse vírus. [5]

Mesmo com um cuidadoso lavado de mãos, roupas, louça e uso de luvas, é amplamente disseminado mesmo em ambientes hospitalares e países desenvolvidos.

Tratamento

O tratamento é apenas sintomático, com nebulização salina a 3%, oxigênio e soro.[6] Outros tratamentos, como adrenalina, broncodilatadores, esteroides, antibióticos, e ribavirina não resultaram em melhoras significativas.[7]

Referências

  1. Glezen, WP; Taber, LH; Frank, AL; Kasel, JA (1986). "Risk of primary infection and reinfection with respiratory syncytial virus". American Journal of Diseases of Children. 140 (6): 543–6. doi:10.1001/archpedi.1986.02140200053026. PMID 3706232.
  2. https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/virus-sincicial-repiratorio/ Drauzio Varella - Vírus sincicial respiratório
  3. Hall, Caroline Breese; Weinberg, Geoffrey A.; Iwane, Marika K.; Blumkin, Aaron K.; Edwards, Kathryn M.; Staat, Mary A.; Auinger, Peggy; Griffin, Marie R.; Poehling, Katherine A.; Erdman, Dean; Grijalva, Carlos G.; Zhu, Yuwei; Szilagyi, Peter (2009). "The Burden of Respiratory Syncytial Virus Infection in Young Children". New England Journal of Medicine 360 (6): 588–98. doi:10.1056/NEJMoa0804877. PMID 19196675.
  4. «Vírus sincicial respiratório». Consultado em 29 de dezembro de 2012. 
  5. "GSK's RSV vaccine product development overview" (PDF). WHO.
  6. Kuzik, BA; Al Qadhi, SA; Kent, S; Flavin, MP; Hopman, W; Hotte, S; Gander, S (2007). "Nebulized hypertonic saline in the treatment of viral bronchiolitis in infants". The Journal of Pediatrics 151 (3): 266–70, 270.e1. doi:10.1016/j.jpeds.2007.04.010. PMID 17719935.
  7. Bourke TW, Shields MD. Bronchiolitis. BMJ Clinical Evidence. 2011;04:308